{formatos e acervos} Na bagagem para o #forum2010
No voo 1133 indo pra São Paulo e pensando sobre escrever mais um post para o fórum #culturadigitalbr . Ao meu lado, a providência pôs o colega Daniel Prado, também seguindo ao #forum2010.
Animados para as conversas que começam hoje, ele toca em um assunto que, em meio a tanta demanda urgente por produção e difusão de conteúdos digitais, o ponto tem sido tratando com atenção restrita: formatos e extensões de arquivos, assim como locais de arquivamento.
No esquema rotineiro das ‘novidades do mercado tecnológico’, a cada dia o que era ‘de ponta’ no semestre passado - programas, gadgets e outros bricabraques hitech - entra em desuso, cai no esquecimento temporário ou mesmo caminha para ser tirado de circulação por demandas do capital.
Quem hoje consegue abrir um disquete se não tiver em uma máquina desktop ‘das antigas’? Mesmo o DVD já não é suporte que tenha leitura nos netbooks hoje, por exemplo. Ou seja, desde os anos 90, se você guarda arquivos digitais, já deve ter peregrinado por alguns deles!
E isso também vale para os formatos de arquivos e suas extensões. Como cita Prado, o antigo e corriqueiro .doc, aceito ‘universalmente’ para arquivos de texto, pertence à empresa Microsoft, que já soltou uma nova extensão: docx. Essa alteração afeta todo os usuários, pois com o tempo, essa acabará por tornar-se ‘definitiva’ até o próximo lançamento…
Um lugar nas nuvens pra chamar de seu
A computação em nuvens (cloud computing) tornou-se agora a possibilidade de guarda ilimitada de conteúdos digitais, dispensando os suportes materiais. Estamos salvos então?! Afinal, os arquivos nas nuvens não estão em lugar definido fisicamente mas em todos os lugares, basta pra isso poder acessar à internet, nem precisa de uma máquina potente…
Bem, aqui retomo uma preocupação que o ativista Pedro Jatobá tem colocado em encontros recentes: é verdade que nossos arquivos estão nos repositórios de empresas privadas, em especial Google, e que pouco ou nunca lemos os termos de licença cada vez que abrimos uma conta que servirá para guardar nossas palavras, sons e imagens.
Claro que existem acervos sob ‘guarda’ de organizações da sociedade civil sem fins lucrativos, e também de interesse público, bem lembra Daniel.
O próprio Pedro desenvolve um importante projeto desses há alguns anos a partir de Pernambuco: i-teia.
Contudo, isso ainda é uma batalha quixotesca diante da quantidade diária de material produzido e que pede um lugarzinho na nuvem “pra chamar de seu”.
Neste cenário, a saída plausível deve ser mesmo investir em formatos livres – esses sim poderão ser ‘universais’ pois pertencem à sociedade – assim como pensar em locais de acervo cuidados pela organizações sociais, contando com o apoio indispensável de fomento governamental para, agora sim, a universalização daquilo que é de todos.
O Plano Nacional de Banda Larga está se estruturando: quem sabe poderemos ter um serviço público de acesso à internet que, em suas veias, circula também muita liberdade!
Por Zonda Bez
Posts relacionados: {educação} Na bagagem para o #forum2010
{colaboração} Na bagagem para o #forum2010
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No voo 1133 indo pra São Paulo e pensando sobre escrever mais um post para o fórum #culturadigitalbr . Ao meu lado, a providência pôs o colega Daniel Prado, também seguindo ao #forum2010.
Animados para as conversas que começam hoje, ele toca em um assunto que, em meio a tanta demanda urgente por produção e difusão de conteúdos digitais, o ponto tem sido tratando com atenção restrita: formatos e extensões de arquivos, assim como locais de arquivamento.
No esquema rotineiro das ‘novidades do mercado tecnológico’, a cada dia o que era ‘de ponta’ no semestre passado - programas, gadgets e outros bricabraques hitech - entra em desuso, cai no esquecimento temporário ou mesmo caminha para ser tirado de circulação por demandas do capital.
Quem hoje consegue abrir um disquete se não tiver em uma máquina desktop ‘das antigas’? Mesmo o DVD já não é suporte que tenha leitura nos netbooks hoje, por exemplo. Ou seja, desde os anos 90, se você guarda arquivos digitais, já deve ter peregrinado por alguns deles!
E isso também vale para os formatos de arquivos e suas extensões. Como cita Prado, o antigo e corriqueiro .doc, aceito ‘universalmente’ para arquivos de texto, pertence à empresa Microsoft, que já soltou uma nova extensão: docx. Essa alteração afeta todo os usuários, pois com o tempo, essa acabará por tornar-se ‘definitiva’ até o próximo lançamento…
Um lugar nas nuvens pra chamar de seu
A computação em nuvens (cloud computing) tornou-se agora a possibilidade de guarda ilimitada de conteúdos digitais, dispensando os suportes materiais. Estamos salvos então?! Afinal, os arquivos nas nuvens não estão em lugar definido fisicamente mas em todos os lugares, basta pra isso poder acessar à internet, nem precisa de uma máquina potente…
Bem, aqui retomo uma preocupação que o ativista Pedro Jatobá tem colocado em encontros recentes: é verdade que nossos arquivos estão nos repositórios de empresas privadas, em especial Google, e que pouco ou nunca lemos os termos de licença cada vez que abrimos uma conta que servirá para guardar nossas palavras, sons e imagens.
Claro que existem acervos sob ‘guarda’ de organizações da sociedade civil sem fins lucrativos, e também de interesse público, bem lembra Daniel.
O próprio Pedro desenvolve um importante projeto desses há alguns anos a partir de Pernambuco: i-teia.
Contudo, isso ainda é uma batalha quixotesca diante da quantidade diária de material produzido e que pede um lugarzinho na nuvem “pra chamar de seu”.
Neste cenário, a saída plausível deve ser mesmo investir em formatos livres – esses sim poderão ser ‘universais’ pois pertencem à sociedade – assim como pensar em locais de acervo cuidados pela organizações sociais, contando com o apoio indispensável de fomento governamental para, agora sim, a universalização daquilo que é de todos.
O Plano Nacional de Banda Larga está se estruturando: quem sabe poderemos ter um serviço público de acesso à internet que, em suas veias, circula também muita liberdade!
Por Zonda Bez
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