{colaboração} Na bagagem para o #forum2010
Dentro do #forum2010, a comunicação tem lugar privilegiado com a realização simultânea do newscamp: ‘desconferência’ com foco em diversos aspectos relativos à produção do jornalismo contemporâneo - hoje, altamente impactado por novas práticas.
Foi no 2º Encontro Nacional de Pontos de Cultura (Teia 2007, Belo Horizonte, MG) que tive minha primeira experiência com a expressão ‘comunicação compartilhada’ – desdobrada e ampliada nas teias subsequentes (Brasília, DF, e Fortaleza, CE) e, mais recentemente, posta em prática através do projeto Ecossistema de Comunicação Colaborativa: e-com.lab.

Rádioweb em ação colaborativa na Teia 2008 (Brasília, DF). Foto: ZB
Mas afinal, eu sou jornalista e sempre ‘colaborei’ com meus colegas: compartilhar uma fonte, alguns dados e ir pra rua com o fotógrafo cobrir ‘minha’ pauta já não seria deveras colaborativo? Qual era a nova?
Pensar em colaboração pr’além do ‘trabalhar junto’, no sentido físico do termo, e especialmente à margem do mercado da informação, foi uma conquista trazida pela internet e suas ferramentas que prezam pela interatividade, agilidade na divulgação e o ‘faça-você-mesmo’ – alterando a polaridade clássica emissor-receptor.
A explosão do jornalismo cidadão na web, deixando pra traz o cobiçado ”furo jornalístico’ da imprensa de massa e alterando também a lógica do ‘quem-pauta-quem’, é importante para compreendermos a demanda crescente por possibilidades de produção e divulgação de conteúdos, que interessam a grupos específicos e não mais a todos – se a cauda é longa mesmo, vamos ver até onde ela chega!
Então, percebi que colaborar na era digital significava não apenas estabelecer o limite de início e fim de uma ação em conjunto, mas sim estar integrado a um grupo nas diversas etapas para a execução de uma meta – indo do conceito do projeto a difusão do conteúdo, passando pela definição das pautas, em um ‘toró de ideias’ (brainstorm) sem fim, e como abordar determinado assunto sob uma perspectiva multiforme.
A compreensão do fazer comunicação enquanto processo, ou seja, uma atividade que se desdobrada sem uma definição claro do tempo que leva e no que resultará, tendo no percurso e no contexto ganhos expressivos, é uma conquista da sociedade e que põe em cheque os modelos organizacionais levados avante pelas redações há décadas.

Tudo parece se reorganizar! Pra ser jornalista não precisa de diploma nem de uma possante estrutura logística - a precariedade tem sim seu valor cultural e cada dia mais reconhecimento.
Acredito que um método que se quer criativo e dinâmico, para dar conta de tanta mudança, deva ser pensando a partir das diversas experiências, afim de que projetos de comunicação colaborativa tornem-se algo permanente e corriqueiro no dia-a-dia da produção de conteúdos e mesmo, quiçá, possa atualizar a versão 1.0 de muitas redações espalhadas pelo país.
Por Zonda Bez
Post relacionado: Na bagagem para o #forum2010 {educação}
{colaboração} Na bagagem para o #forum2010
Dentro do #forum2010, a comunicação tem lugar privilegiado com a realização simultânea do newscamp: ‘desconferência’ com foco em diversos aspectos relativos à produção do jornalismo contemporâneo - hoje, altamente impactado por novas práticas.
Foi no 2º Encontro Nacional de Pontos de Cultura (Teia 2007, Belo Horizonte, MG) que tive minha primeira experiência com a expressão ‘comunicação compartilhada’ – desdobrada e ampliada nas teias subsequentes (Brasília, DF, e Fortaleza, CE) e, mais recentemente, posta em prática através do projeto Ecossistema de Comunicação Colaborativa: e-com.lab.

Rádioweb em ação colaborativa na Teia 2008 (Brasília, DF). Foto: ZB
Mas afinal, eu sou jornalista e sempre ‘colaborei’ com meus colegas: compartilhar uma fonte, alguns dados e ir pra rua com o fotógrafo cobrir ‘minha’ pauta já não seria deveras colaborativo? Qual era a nova?
Pensar em colaboração pr’além do ‘trabalhar junto’, no sentido físico do termo, e especialmente à margem do mercado da informação, foi uma conquista trazida pela internet e suas ferramentas que prezam pela interatividade, agilidade na divulgação e o ‘faça-você-mesmo’ – alterando a polaridade clássica emissor-receptor.
A explosão do jornalismo cidadão na web, deixando pra traz o cobiçado ”furo jornalístico’ da imprensa de massa e alterando também a lógica do ‘quem-pauta-quem’, é importante para compreendermos a demanda crescente por possibilidades de produção e divulgação de conteúdos, que interessam a grupos específicos e não mais a todos – se a cauda é longa mesmo, vamos ver até onde ela chega!
Então, percebi que colaborar na era digital significava não apenas estabelecer o limite de início e fim de uma ação em conjunto, mas sim estar integrado a um grupo nas diversas etapas para a execução de uma meta – indo do conceito do projeto a difusão do conteúdo, passando pela definição das pautas, em um ‘toró de ideias’ (brainstorm) sem fim, e como abordar determinado assunto sob uma perspectiva multiforme.
A compreensão do fazer comunicação enquanto processo, ou seja, uma atividade que se desdobrada sem uma definição claro do tempo que leva e no que resultará, tendo no percurso e no contexto ganhos expressivos, é uma conquista da sociedade e que põe em cheque os modelos organizacionais levados avante pelas redações há décadas.

Tudo parece se reorganizar! Pra ser jornalista não precisa de diploma nem de uma possante estrutura logística - a precariedade tem sim seu valor cultural e cada dia mais reconhecimento.
Acredito que um método que se quer criativo e dinâmico, para dar conta de tanta mudança, deva ser pensando a partir das diversas experiências, afim de que projetos de comunicação colaborativa tornem-se algo permanente e corriqueiro no dia-a-dia da produção de conteúdos e mesmo, quiçá, possa atualizar a versão 1.0 de muitas redações espalhadas pelo país.
Por Zonda Bez
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